Tem uma série de livros que eu gosto muito, chamada “Crônica do Matador de Reis” e, no  segundo livro dessa série, “O Temor do Sábio” é apresentado um conceito muito interessante chamado lethani, que seria a doutrina para a formação de guerreiros de um grupo étnico chamados Ademrianos.

A primeira vez que li sobre a primeira ideia que me veio a cabeça era que se parecia muito com o conceito de Ma’at egípcio. A ideia de algo não fixo sendo  um condutor é comum às duas e o que me chamou a atenção primeiramente. O livro menciona a lethani como algo pra ser aprendido sempre, como o que nos faz escolher o caminho, como o que nos dá equilíbrio. Separei alguns trechos que explicam/falam da lethani e alguns também podem se referir ao Ma’at.

Acredito que ninguém vá ler o livro para ver esses pontos em comum, então preferi colocar mais pontos que digam sobre a lethani.

“– Não sei. E não posso lhe dizer [sobre a lethani] – disse, tornando a rir. Eufemismo. – Mesmo assim, devemos falar.”

“Lethani é… muitas coisas. Mas nada para tocar nem apontar. Ademrianos passam a vida inteira pensando na Lethani. Muito difícil.”

“– Qual é o propósito da Lethani? – perguntou Tempi.
– Dar-nos um caminho a seguir? – retruquei.
– Não – respondeu ele, severo. – A Lethani não é um caminho.
– Qual é o propósito da Lethani, Tempi?
– Guiar-nos em nossos atos. Ao seguir a Lethani, age-se corretamente.
– E isso não é um caminho?
– Não. A Lethani é o que nos ajuda a escolher um caminho.”

“– Você não compreende – objetei, fcando irritado. – Não faço a mínima ideia do que seja realmente a Lethani! Não é um caminho, mas ajuda a escolher um caminho. É o caminho mais simples, mas não é fácil de ver.”

“– Nós, ademrianos, somos pagos para guardar, caçar e proteger. Lutamos por nossa terra, nossa escola e nossa reputação. E lutamos pela Lethani. Com a Lethani. Na Lethani. Tudo isso junto. A palavra em adêmico para os que vestem vermelho é Cethan – disse, e olhou para mim. – E isso é motivo de muito orgulho.”

Alguns desses pontos de caracterização da lethani, entre outros que não achei agora, eram os que me faziam parar toda hora para dizer “hey! isso é ma’at!”. Bem, é o que eu entendi de Ma’at. Que simplesmente era, que era o equilíbrio, o que faz ser equilibrado, como dito no texto da Per Kemet, “viver por e em Ma’at”

Claramente, há diferenças entre os dois, uma vez que lethani não é claramente baseado no Ma’at e que é parte de uma cultura muito distoante da egípcia – as pessoas não se olham nos olhos, falam pouco em Ademre, p.ex. Mas creio que, mesmo eu não sendo kemética, não sabendo com profundidade o significado de Ma’at, não errei muito feio associando os dois.

O livro é, como eu mencionei antes, “O temor do sábio” de Patrick Rothfuss e Ma’at é dos keméticos

Hey,

Há muito tempo atrás eu e Manuel Condéuios (está escrito certo? Condéuios) ficamos trocando vídeos sobre pronuncia.

Ele me passou esse:

E eu tinha passado esse aqui:

E lembrei de um texto do finado Tribos de Gaia que dizia que a gente começa estudando os deuses e percebe não ser suficiente. Tem necessidade de observar o contexto da geografia, aprender idioma, etc.

Dá pra ver a importância de uma divindade pela quantidade de lugares que tem relação com o nome dela. Do por que de existir, ou não, uma divindade relacionada a rios, p.ex. E aprender o significado e relação de epítetos.

Citando um texto que eu adoro (é específico pra helenismo, mas já vi casos em outros politeísmos):
“Nos anos 70, Asatrus se vangloriavam de ser a religião com dever-de-casa. O Hellenismo é a religião com dever-de-casa e testes-surpresa! Os helênicos tem uma reputação pelo esnobismo intelectual e gosto pelos livros. Deixa eu te dizer uma coisa, é bem merecido. Ao contrário de outras religiões pagãs, os livros helênicos não vêm em versões simplificadas. Eles são enormes tomos acadêmicos com amplas notas de rodapé e imensos pedaços de texto em latim ou grego. (Alguns helênicos até entram numa alegria orgasmática quando escutam que o Walter Burkert vai lançar um novo livro.) Qualquer helênico digno vai estar familiarizado com Homero, Hesíodo, os hinos órficos, Platão, Plutarco, Pausânias, Píndaro, Safo e Heródoto, assim como os importantes neoplatonistas mais recentes. Além da religião, eles podem conversar sobre filosofia, história, economia, política, e questões de gênero. Muitos serão até fluentes no grego – ático, koiné, arcaico e moderno. (Qualquer coisa além disso é só exibicionismo.) Através de um sistema rigoroso de revisões e criticismo, eles adotaram padrões acadêmicos de comunicação, especialmente o citar as fontes e construção de argumentos com inferências lógicas. Falhar em se adotar esses padrões pode resultar em severa zombaria. E, não é só nos websites, publicações, listas de e-mail e painéis: eu conheço helênicos (tipo eu) que aplicam notas de rodapé nas conversações casuais. Esse nível de nerdice não é para qualquer um. Houve estudantes universitários que largaram a religião porque ela dava muito trabalho.”

Dá trabalho? Tudo dá. Mas se é esse esforço constante que dá graça e faz parecer lindo. Motivo pelo qual eu entro em 20 milhões de fóruns. Isso não só melhora sua visão de alguma prática, mas facilita a discussão e aprimoramento, uma vez sendo necessário uma tese, uma antítese e uma síntese para formar uma linha de raciocínio lógico e tendo uma linha de estudos em que há algum rigor de pesquisa. Ou seja, é mais fácil ter uma discussão razoável sobre o que é aceitável e o que não é quando a pessoa tem uma linha de raciocínio e rigor mínimo na pesquisa.

É muito complicado ouvir respostas vagas remetendo a tradições ou experiências pontuais. Exemplo, sou uma politeísta nórdica que usa como fonte o hámavál, então, se alguém for discutir sobre o modo que pense a bruxaria, digamos, eu direi que, baseado no hámavál eu tenho tal e tal concepção de bruxaria e poderemos, juntos interpretar o hámavál para dar razão a um ou a outrem. O que é diferente de dizer que eu pense de certo modo por influência de Odinn ou, sendo muito chulé, por que eu achei legal.

Nessas últimas duas respostas não há formação de uma linha lógica em que possa haver algum tipo argumentação. Se Odinn me disse ou se eu achei legal, argumenta-se o que? discute-se o que? O quão real é esse Odinn?

Estranho eu achar esse post após eu ter me referido a algo assim há pouco tempo no grupo do facebook. Não era exatamente isso, e eu mudei um pouco do tema do post, mas essencialmente tem relação. É mais fácil e mais lógico discutir interpretações até ideias, do que sentimentos.

Mabon, uma forma genérica e mais simples de dizer, por que pode ser tanta coisa…. No geral é uma festividade pra esse frio que tá chegando – pelo menos aqui no Rio.

O importante é que tá chegando, e sempre nessas datas, sempre, me dá vontade de voltar pro cp, de escrever aqui, de ler sobre algum deus, no último festival desses eu comecei a ler sobre seidr, mais pela parte das runas.

Eu lia isso no Brumas de Avalon, outra coisa que sempre lembro nessas datas, sobre a Morgana sentindo as estações e a chegada dos sabbaths e parecia tão místico e distante. Aí eu fico toda “wiccan” – no sentido pejorativo mesmo e direcionado a mim mesma – nessa época e começo a rir. E já vou procurar se tem algum sabbath próximo.

Geralmente começa uma semana antes. Tu olha pro céu e acha que tá muito bonito, e não se importa, por que é o necessário para a fertilidade, o normal da época e os deuses estão com quase tudo sob controle.

E é nessas épocas que sinto mais falta de estar aqui, no cp, escrevendo, conversando, aprendendo. Argh! Que saudade eu estava alguns dias atrás. Não que nos outros dias eu não sinta falta, mas geralmente é uma falta que dá pra lidar com o que tem. Nesses meus dias wiccans, entretanto, tudo o que eu quero é o cp de volta.

Então isso é um aviso.

Eu já achei que fosse melhor deixar isso pra lá e abandonar, mas a gente não pode, pode? Escrever é legal, a resposta era boa, a equipe era boa, cada um com seu jeito e especialidade, agora todo mundo mais velho, mais maduro e responsável. Dá pra fazer um trabalho legal.

Agora eu quem não quer deixar isso pra lá. Não vou conseguir. Agora é tentar focar o máximo em tudo para não voltarmos ao hiatus, pelo menos um não tão grande…

Quem está comigo?

(post atrasado, admito)

Admito também que estava esperando demais. Como eu disse antes, tava na cara que a ideia de usar a Alemanha – estranhamente a Alemanha, que não tem Thor, mas Donnar – era baseado e influenciado unicamente pelos filmes da Marvel, mas foi um pouco além do que eu esperava de influência.

Tanto que, TODOS os designs de fantasia relacionados a divindades era visivelmente baseados na Marvel. Ou você se deixou enganar por aquele capacete com asas?

Vídeo do site G1 da comissão de frente, uma das únicas partes do desfile inspirada em divindades nórdicas, mesmo que sejam da Marvel. Entretanto, disso eu já sabia e esperava.

O mais chato é que, depois de dois carros, não havia mais deus nórdico nenhum na parada, nem gigante nem nada! E eu achando que eles iam fazer um trabalho baseado em mitologia que seria raso, facilmente identificável, mas que iriam até o fim…

Até o ponto dos contos de fada eu até enguli, mas o fusca foi além de tudo… eu sou meio lerda, mas não consigo relacionar Thor, ou Odinn ou Loki a um fusca com facilidade.

Tem fotos nesse outro link do g1

Quem ganha de lavada na representação no carnaval são os deuses gregos, em 2013, no entanto, a Unidos da Tijuca vai homenagear a Alemanha e fazer uma homenagem. Olha só como o logo ficou:

Image

Estou achando que vai ficar muito legal. Aliás, eu to adorando essa Avengers mania (só estranho os ships), os deuses devem estar se acabando de divertimento.

mais aqui

agradecimentos a Fer e ao @vingadoresdepre, que foi aonde eu vi os links o//

Thiago: Eu já falei pra minha mãe que eu não acredito nas mesmas coisas que ela, que eu tenho esse direito
Moacir N. Blane:Claro que tem. E eu sei o quão complicado pode ser contar aos pais que não seguimos o mesmo caminho que eles, perfeitmante normal
Thiago: Yep. Eu fui completamente sincero, joguei na cara mesmo que só porque ela tem medo, eu nao tenho que ter. Cada um escolhe seu caminho hoje em dia nossa relação é ótima, não consigo mentir,  eu não acredito em nada especificamente mas gosto de perguntar para as outras pessoas no que elas acreditam e porque  elas julgam as coisas, falam demais, sem conhecer nada. Tudo pra elas é do “diabo”, não buscam procurar nada.
LOBO Gwydion: Quando, disse a Minha sagrada mãe que ia seguir esse caminho espiritual, ela disse assim pra min: Olha! Isso tu faz bem e completa seus anceios.. Eu: -Sim de momento,pois quero buscar entender e comungar .então ela me disse seja feliz e fique em Paz.. ” E olha que eu estava todo tenso pensando que ela ia me confrontar, eu ja estava armado com palavras para um dialogo saiu melhor do que eu esperava… mais por conselho.. Não confronte e nem Descorde de nada do que ela diz… porque você realmente sabe qual é seu caminho… Eu sigo esse caminho a uns 7 ou 8 anos, e aprendi que tentar explicar o esse tipo de coisa para pessoas de outras opniões só enfraquece sua fé e a ponte com Oculto….  Quanto menos tentar explicar melhor…
T.: É, realmente muito complicado tentar explicar isso, eu gosto de tentar explicar, por mais dificil que seja. Conheci um amigo esse ano, cristão por inicio sem muita cultura, como se fosse um “robo” da sociedade. Depois de 7 ou 8 messes conversando comigo.
MissElphie: Felizmente minha mãe aceitou bem. Meu pai, pelo outro lado, nem tanto.
T.: Hoje ele se tornou outra pessoa, bem melhor,  É.. minha mãe aceitou de boa meu pai, vai me colocar no catequese ;s

MissElphie: Deus Queer.  Sinceramente, para mim, é uma tolice. É assim, eu não acho qualquer sentido na homoethesis. Uma coisa é alguém ser homossexual e ter as suas crenças, agora outra é centrar a sua vida à volta disso, como se fosse um ser especial e do outro Mundo, ao ponto de precisar de arranjar um Deus totalmente homossexual, com um desiquilibrio de energias. Se queremos (a comunidade LGBTTQs) ser respeitada e tomada como igual, temos nós de dar esse passo, ao invés de nos isolarmos criando estas coisas que não fazem sentido a ninguém.  Mas isto é a minha opinião.  E também, não considero o Prieto um especialista para andar a criar tradições ao calhas. Afinal de contas, ele é o homem que pertence a uma tradição diânica e cujos livros são copy-paste de sites online.
M.N.B.: Isso é fora do comum! Quer dizer… já há Deuses e Deusas homossexuais ou bis. Apesar de eu nao gostar muito!
MissElphie: Na minha opinião, os Deuses não são gays nem bis nem porra nenhuma. Os Deuses são energias, feminina e masculina. É assim que o Mundo se rege. Sempre foi. Não é porque agora estamos no século XXI e que o povo decidiu criar rótulos para tudo o que mexe na sociedade que o mesmo se deve aplicar a divindades. As representações mitologicas antigas, eram com base na realidade da altura e com base nos mitos da altura e tudo mais. São isso mesmo, representações.
M.N.B.: Exato, é como eu acho tambem.
MissElphie: Lá porque a sociedade humana necessita de rótulos não significa que os Deuses precisem. Pelo menos, não vejo Deuses (seguindo o racicionio mitológico) tendo as titudes que nós temos. “Ai nossa, eu sou bi, beijoooos moça, me liga!” nem nada do género. Ou então “Não gosto de ti, porque és bi, és indecisa”, bla bla bla. os Deuses são a Natureza. São Naturais, parte do que é Natural. E a Natureza não tem rótulos. Os animais não se preocupem se são bis ou lésbicas ou “eu dormi com uma garota então sou bissexual” nem nada do género. São naturais porque as energias fluem assim, naturalmente.
M.N.B.: Exatamente como eu penso! Por isso é que quando me perguntam algo eu respondo assim. E certeza que os Gregos ou o que quer que fosse não dividiam os seus Deuses pela sua orientação sexual. E “orientaçao sexual” é algo recente se virmos bem, porque antes ninguém fazia tantos filmes para definir isto.
MissElphie: E a necessidade da sociedade de rotular o que rodeia.
M.N.B.: Qualquer dia o rótulo ou gosto x, passa a ter mais definições, e depois dizem eu sou h de nao sei o quê.
MissElphie: Ora nem mais.  Um bom exemplo é a Wicca. Quando a Wicca foi criada nem era chamada de Wicca, era Bruxaria. Depois passou a ser Wicca Gardneriana. Depois surgiu a alexandrina, depois surgiu a Tradicional que eram essas duas e a Moderna que eram outras e hoje, já se perdeu a conta ao que é ou não Wicca de tanto rótulo que já fizeram. Na Bruxaria, tem de se ter IMENSO cuidado antes de fazeres seja o que for. Imagina a vida inteira como uma teia de aranha um só fio tirado e a teia desmonta-se toda. É assim qe a Magia e a Vida funcionam. Está tudo interligado e todas as acções levam a uma consequencia e essa consequencia gera mais consequencias e por aí fora vai.
Não é preciso fazer coisas como frascos de bruxas e não sei mais o quê. Há coisas qe funcionam de forma eficiente  e permitem uma maior harmonia. Ir pelo simples é o melhor caminho. A Magia não precisa de ser complicada e cheia de invenções mirabolantes. Um pequeno banho de ervas e sal funciona.  Queimar uma mistura de ervas funciona etc.
M.N.B.: Saber, calar, ouvir, ousar!

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